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Comportamento
Importância do perdão
São José do Rio Preto, 27 de Outubro, 2009 - 2:06
Perdoar faz bem

Francine Moreno
Orlandeli/Editoria de Arte
Muitos homens e mulheres não perdoam ou o fazem pela metade. Ficam remoendo o que deixaram de fazer, por que passaram por aquilo, alimentam a autopiedade, controlam suas emoções e em alguns momentos fazem papel de vítima. Mas apesar da dificuldade de perdoar por completo, o ato de remitir é uma necessidade absoluta para a continuidade da existência humana. Perdão está ligado ao bem-estar e consequentemente à felicidade. Jesus Cristo na cruz é o símbolo máximo do perdão, é a prova de que Deus perdoou os homens pelos atos que cometeram.

O psicólogo americano Frederic Luskin, um dos principais divulgadores da importância do perdão para o bem-estar mental e físico, no seu livro “O Poder do Perdão” afirma que o principal mal de não perdoar é ficar distante das coisas boas da vida. “Perdoar nos dá sustentação. Não perdoar, ao contrário, faz com que sintamos desamparados, desprotegidos, o que desencadeia estresse prejudicial ao organismo. Muitas vezes a pessoa se esquece de cuidar de si própria, tudo porque fica com a mente ocupada de sentimentos ruins”.

O psicólogo norte-americano Robert Enright também confirma o dano de quem resiste a perdoar. “Quando não se perdoa perde-se a sensibilidade. Vive-se num passado doloroso ou na ânsia da vingança. Mas o poder do perdão pode transformar o sofrimento em esperança.” A empresária Maria (nome fictício) é exemplo a ser seguido. Perdoou o sequestrador do seu filho, que na época tinha apenas 14 anos (foram cinco dias de angústia até que a polícia encontrou o cativeiro com seu filho vivo e prendeu o mandante”. A atitude dela espantou toda a família que, no lugar dela, talvez não perdoaria. “Não só perdoei aquele pobre moço (preso há cerca de dois anos), como amo a família dele. Recorri à ajuda de uma terapia e hoje ajudo os familiares com alimentos e financeiramente. Isso me faz muito bem.”

A psicóloga cognitivo-comportamental Irene Araújo Corrêa explica que a empresária entendeu o significado da palavra perdão. Percebeu que não deve personificar demais o sofrimento ou procurar entender a experiência dolorosa. “Perdoar é superar a raiva, a dor e o ressentimento do fato que lhe foi causado por alguém. É conviver com a pessoa apesar de, mas sem que isso bloqueie a comunicação, os seus sentimentos ou sua dignidade”. Com essa ação, a saúde física e emocional é beneficiada, trazendo bem-estar, aceitação, empatia, confiança e, principalmente, fortalecimento. O perdão dá ainda alívio, paz de espírito e abertura para que relações fluam. “Pois é a maneira de mediar as diferenças entre as pessoas, de modo que a convivência possa se restaurar ou se tornar pacífica. Para que o perdão se efetive, há necessidade de diálogo, arrependimento, tolerância, compaixão e sinceridade”.

Perdoar não significa esquecer, mas não é saudável ou benéfico ficar remoendo o erro do outro indefinidamente. Para Irene, o ideal é deixar para trás aquilo que lhe causou mal, é não gastar energia em algo que não pode mais mudar e viver bem, apesar do ocorrido. A pessoa deve ser honesta consigo mesma e considerar também se contribuiu de alguma forma para que a tenham prejudicado. Lidar com uma possível parcela de culpa na situação pode fazer com que a pessoa resista e estacione num terreno onde reforça o erro do outro.

Nas faltas relativas à convivência, dia a dia a pessoa deve honestamente ver as coisas com empatia, tendo consciência de que se estivesse sob as mesmas condições e nas mesmas circunstâncias existiria a possibilidade de reagir da mesma maneira. “Se as lembranças permanecem e são dolorosas, há um sinalizador de que o fato não foi superado e, portanto, há necessidade de buscar ajuda em terapia para que o fato se transforme num aprendizado.”

Raiva é capaz de gerar dores físicas e emocionais

Para aqueles com dificuldade de perdoar, a psicóloga cognitivo-comportamental Irene Araújo Corrêa recomenda buscar entendimento sobre a escolha de permanecer em sofrimento e ligação com aqueles fatos que não pode controlar nem mudar. Ao fazer isso, a percepção sobre os fatos pode ter outro significado. Mas se o fato traz recordações muito dolorosas e tentar perdoar passa a ser um fardo, é melhor se afastar e deixar que a ação do tempo possa transformar o que sente.

Beth Valentim, psicóloga individual e de casais, e autora do livro “Essa tal felicidade”, alerta, no entanto, sobre o principal dano para quem resiste em perdoar, preferindo conviver com a raiva. “Quando a raiva adoece se torna fúria. E ataques de fúria podem gerar inúmeras consequências graves, como machucar fisicamente alguém de maneira séria e até mesmo moralmente. O perdão proporciona à pessoa o cessar da exigência de castigo. Nesse sentido, a vida continua e quem sentia mágoa, raiva e outros sentimentos negativos se liberta da dor que sente. Por outro lado, se persiste sem perdoar pode ficar doente e gerar dores físicas e emocionais, como depressão e transtornos de ansiedade.”
Para aqueles que não conseguem se livrar da raiva, Beth Valentim afirma que é preciso procurar ajuda. “Você já ultrapassou o limite da mágoa e logo estará doente de fúria. Esse sentimento destrói a pessoa internamente, faz mal, despeja adrenalina e cortisol no organismo. O estresse eleva e hipertensão arterial e a gastrite são alguns exemplos de consequências que se instalam em pessoas que não conseguem superar as ofensas.” Os benefícios do perdão no entanto, são sensação de bem-estar e coração aliviado. “Estar livre de ódio, raiva e outros sentimentos que consomem o ser humano é estar com a saúde bem melhor, e ela agradece”, afirma a especialista Beth.

SAIBA MAIS:


:: ‘Sinais que podem indicar que raiva e mágoa estão deixando de ser reações normais e se tornando perigosas para a saúde

:: Uma pessoa com muita raiva da outra vive atacando-a sem limites e por nada. É irônica, debochada, faz cara feia o tempo todo, responde rispidamente

:: Todos serão vítimas de suas feridas internas. Esse ciclo é extremamente perigoso, porque gera insatisfação geral de si mesmo e além disso afasta as pessoas do seu convívio

:: Quando a pessoa se isola, tem frequentes crises de abatimento sem causa aparente, apresenta constantes comportamentos nervosos e tem reações desproporcionais a eventos simples

:: Há também constantes repetições do mesmo fato, demonstrando que ela está parada no passado, pois não desenvolveu uma nova capacidade em lidar com situações semelhantes às que lhe causaram mal

Fonte - Da Reportagem

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