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ligados pelo amor...

› Comportamento  - Relacionamento
terça-feira, 8 de março de 2011  participação de beth valentim

Ligados pelo amor
www.sxc.hu/ Divulgação

“Se existe uma conexão profunda e elevada entre o guerreiro e sua amante, a proteção que se dão mutuamente é muito poderosa. Podem estar a quilômetros de distância, longe fisicamente, mas chegam a sentir-se muito perto, inclusive se comunicam através de telepatia, dos sonhos e das sensações que chegam em seus corpos ou ‘pressentimentos’.”

O texto é do poeta, filósofo e instrutor de liderança e coach Suryavan Solar. Assim é que Solar define a relação entre duas pessoas que se amam no livro “O Caminho do Amante (ed. Gran Sol). “Quando duas almas se amam de verdade, forma-se entre elas um cordão energético que se conecta de coração a coração, formando um canal impossível de se interceptar ou obstaculizar”, diz.


Para a escritora e terapeuta Claudya Toledo, uma das maiores especialistas em relacionamento no País, estamos vivendo uma crise na área do do relacionamento das almas gêmeas. “Quando encontramos alguém, o primeiro estágio é a presença física, quando as pessoas se olham e se gostam fisicamente, sentem um interesse sexual, sentem um aporte um pelo outro e podem chegar ao amor na sequência”, diz Cláudya. Esses três níveis até chegar no amor precisam ser desenvolvidos.

Quando você tem essa conexão na parte física, sexual e chega num estado amoroso, é possível começar a estabelecer uma ligação mais profunda com o outro. Ela exige que os dois se abram emocionalmente, que se mostrem um para o outro, construindo uma relação.


Quando um casal tem a consciência de união e os dois se propõem a crescer, Claudya afirma que essa união é possível mesmo se os dois estiverem distantes. Para que essa relação cresça, você não precisa necessariamente estar sempre ao lado da pessoa. “A conexão dos dois mesmo à distância não será afetada se a relação é profunda”, diz.

A psicóloga individual e de casais Beth Valentim, autora de livros como “Essa Tal Felicidade” (ed. Elevação), diz que o amor é um sentimento conquistado com o árduo trabalho do coração. Ele tenta, capricha, escorrega e reexercita todos os dias. De vez em quando, modifica as armas porque no amor toda criatividade é pouca e, mesmo sendo algo calmo, é vaidoso e quer sempre mais.


Mas quando duas pessoas conseguem se amar na plenitude, experimentam algo parecido com o estar no nirvana, onde tudo é belo e o que é feio pode ser transformado, tal a experiência desse casal que construiu pedra sobre pedra até encontrar o caminho da felicidade a dois. Beth lembra ainda que duas pessoas que se amam e têm a conexão forte sabem que a paciência é fundamental.

Entre outros preciosos quesitos, a sabedoria pode despejar no espaço entre os dois o conhecimento um do outro, suas limitações e as impossibilidades individuais. Quando um retrai por algum motivo, o outro sabe como inspirar, tocar e ser afetivo o suficiente para retomar as rédeas da situação.

“Fácil?”, questiona Beth Valentim, “jamais é a resposta. Quando se trata de amor, nada é fácil, até porque a troca nesse caso não é de moedas e sim de afeto e, como qualquer ser humano, quem não é em muitos casos orgulhoso e possui o olhar para suas próprias necessidades?” Amor puro, forte, é amizade sólida. Não se abre mão de algo assim de qualquer maneira. Podem sim existir derrapagens, mas contabilizar perdas nesses casos não é possível.

Entre duas pessoas que nutrem tal sentimento, a contabilidade é de ganhos e as consequências são sempre transformadas em ouro, juros e correção monetária. “Amor é o exercício diário das possibilidades internas um do outro, do casal. Se vale a pena continuar, certamente será puro e forte o suficiente para ser eterno enquanto dure, é claro, mas enquanto durar, vai ser gostoso demais de viver”, diz a psicóloga.

Para a psicóloga clínica e organizacional Kátia Ricardi de Abreu, a união verdadeira entre duas acontece não quando elas são ceifadas de alguma capacidade emocional, mas sim, porque são inteiras e querem compartilhar seus sentimentos. Desta forma, o amor toma outros rumos. O relacionamento deixa de ser uma prisão, não existe controle ou vigilância.


A distância física não provoca rompimento nem abala o sentimento porque o que conta é a proximidade psicológica. “Vamos imaginar um casal que precisou temporariamente morar em cidades diferentes em função de um projeto comum. Ambos se separam fisicamente, porém, não há distância psicológica”, diz. Quando bate a saudade na porta do coração, ambos se apoiam, se buscam, se fazem presentes na imaginação um do outro para se conectarem fortemente por meio do amor.

Kátia Abreu ressalta que o verdadeiro amor não estabelece distância física. Não dá espaço para ciúme e a falsa sensação de ser amado por meio do controle. Um casal que se ama de verdade experimenta a força deste amor quando seus caminhos se bifurcam na estrada da vida, mas não no afeto de um para com o outro.
Pelo contrário, a distância que os separa só contribui para fortalecer ainda mais esta união. Gibran Calil Gibran diz no livro “O Profeta” que uma cidade só pode ser vista na sua amplitude do alto de uma montanha. “Quando nos distanciamos fisicamente das pessoas que amamos, sentimos o quanto elas significam para nós e desejamos estar ao lado delas justamente pela força do afeto, pelo desejo do encontro”, complementa a psicóloga.

Se isso não acontece, a união não se baseia no amor. Pode se basear no conforto da relação, na dependência psicológica, na metade sua que ficou depositada no outro. Pessoas que se amam de verdade brigam de forma diferente. Brigam para que o outro seja feliz, cada vez mais feliz. Facilitam o caminho da felicidade sem cobrar nada em troca.

participação de beth valentim nos detalhes em fundo rosa
http://www.diarioweb.com.br/fmdiario/Noticias/Comportamento/51916,,Ligados+pelo+amor.aspx

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