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Mostrando postagens de Janeiro 18, 2009

gente grande...

Que coisa é se dar conta de que a vida está madura demais para suportar certas ingenuidades. O amor que massacra o coração de saudade, e, mesmo assim, abdica-se dele. Talvez porque sua dor é letal. Faz o sono não vir. Ter certeza que não vai dar em nada. Que, mais uma vez a escolha foi errada. O trabalho bem remunerado que não motiva o acordar. É a frustração que acompanha o amanhecer. Já se sabe que o dia vai ser um inferno – pessoas se “matando” pela vaga disponível, as tentativas constantes de se defender das rasteiras bem ensaiadas. Inveja, derrubadas...O corpo de gente grande já não suporta mais essas pancadas. Amigos. Eles que desejamos tê-los ao nosso lado. Vir correndo ao primeiro chamado quando o sofrimento cai pelos olhos através de lágrimas abundantes. Amigo gente grande é diferente. Não finge que não vê o que passamos, ao contrário, dá apoio.E a palavra que fala, como um passe de mágica, faz tudo voltar ao normal. Gente grande não quer mais gastar tempo com fofoca, orgulh…

opinião alheia...

Às vezes a gente fica meio sem saber, como contar aquele episódio para a amiga. Medo de ser julgada. Dela dizer que é boba e que tudo não vai dar em nada. Mal entendida e, até, o perigo de passar para frente o que se sente. Como já possui armaduras de gente grande que já sofreu, se cala e haja angústia por todos os lados. Eu sei...você já perdeu amigas e amigos que souberam de coisas muito intimas e, simplesmente se foram. Deram as costas ao que foi construído e pronto...É complicado mesmo... Que vontade de poder ser transparente! Chorar de dor no ombro amigo. Dizer que ama mil vezes aquele alguém que é impossível ter. Se abrir, falar e falar até não poder mais. No entanto estamos vivendo tempos dificeis. Controla-se tudo. As finanças, a família, os relacionamentos profissionais e as emoções. Essas então....E será que alguém está disposto a escutá-las? Abrir o coração e dizer apenas: "Calma! Tudo passa!". Ou..."Você merece o melhor, e terá". Seria o máximo ouvir iss…

superando a meia noite...

A noite estava fria. A estação de trem quase vazia, quando veio o aviso que esperaríamos por uma hora para embarcar. Tinha deixado para trás o que vivi, até aquele momento de minha vida de trinta anos. Carregava apenas uma pequena bolsa de viagem com alguns pertences, somente o que restou do que conquistei durante esse tempo.Não queria mais olhar para trás. Aquele momento significava a ruptura com o passado que não gostaria de lembrar.O presente era a decisão de tornar-me livre, viver meus sonhos, enfim. Olhava para as poucas pessoas que passavam e podia sentir o cheiro de suas almas. Eram tão solitárias como eu, sedentas por algo novo que pudesse despertar um novo amanhã. - Boa noite. Escutei baixinho. Um homem de no máximo quarenta anos, estava sentado ao meu lado. - Pensei em tirar uma dúvida, falou o rapaz se apresentando como João. - Fique a vontade, meu nome é Márcia. Respondi ao desconhecido. Parecia ser um homem educado e não me senti insegura, portanto aceitei sua presença. …